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Título:  A aquisição do preservativo e o seu (não) uso pelos estudantes universitários
Autores:  Aliete Cunha-Oliveira
José Cunha-Oliveira
João Rui Pita
Salvador Massano-Cardoso
Orientadores: 
Recebido para publicação:  2008-09-06
Aceite para publicação:  2009-12-14
Secção:  Artigo de Investigação
Ano:  2009
institution:  Centro de Saúde de Celas e do Centro de Atendimento de Jovens

Resumo
Os estudos existentes concordam em que os jovens não têm tropismo para os serviços de saúde. Para cumprir os seus objectivos devem ser os serviços de saúde a aproximar-se dos jovens e cooperar com as escolas na educação para a saúde e na área específica da educação sexual. A preocupação prioritária em saúde sexual continua a ser a infecção VIH/sida, cujos números permanecem alarmantes. As campanhas para diminuir os comportamentos de risco e promover a protecção individual através do uso sistemático do preservativo não têm tido o êxito esperado entre adolescentes e jovens. Daí a necessidade de caracterizar as práticas sexuais dos jovens, conhecer os determinantes do não uso do preservativo, identificar os interlocutores preferidos para obter informação e aconselhamento sobre sexualidade e em que locais preferem adquirir os preservativos.
A amostra do nosso estudo foi constituída por 696 alunos das oito Faculdades da Universidade de Coimbra, com idades entre os 18 e os 24 anos (X=20,61±1,99). Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal, descritivo-correlacional, de natureza quantitativa e qualitativa. De entre os determinantes do não uso do preservativo destacam-se: o preservativo em si mesmo (59,3%), nas suas dimensões física e psíquica, e o acesso difícil e a aquisição embaraçosa e a confiança (55.9%). Uma atitude mais favorável ao preservativo é preditora do seu uso efectivo (p=0,000). As jovens universitárias (M=37,54; p=0,031) apresentaram médias de embaraço global face ao preservativo superiores às dos rapazes (M=35,56; p=0,031). A farmácia tem sido o local preferido para a aquisição dos preservativos (55,7%) e os amigos e colegas são as pessoas habitualmente escolhidas para dialogar sobre sexualidade (67,5%). Os resultados obtidos podem constituir uma contribuição para o desenvolvimento de uma mais correcta educação sexual.

Palavras-chave
adolescente, doenças sexualmente transmissíveis, preservativos, saúde pública
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2 Revista Referência RII0822.pdf
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